O Pr. Aurivan é pastor na Igreja Congregacional da Estância no Recife-PE.
terça-feira, 10 de março de 2015
PASTOR MEU FILHO MORREU
O que dizer a uma mulher que acabara de perder seu filho e está em intenso desespero? Jonathan Edward teve que encarar esta dura missão. Vale a pena ouvir e ser edificado.
segunda-feira, 9 de março de 2015
Competir ou cooperar?
I Co.12:25
Competir ou cooperar é o tema de uma das reflexões do Pr.
Jorge Noda em seu livro Melhor do que o
ouro. Esse tema chamou-me a atenção, e fui levado a refletir sobre ele à
luz da Santa e Sagrada Escritura. Permita-me dividir com você o que ali
aprendi.
A primeira lição clara que
percebi foi a de que não deve haver disputas entre aqueles que são membros do
corpo de Cristo: “[...] não haja divisão no corpo [...]” (v.25). Embora nossa
natureza corrompida procure nos arrastar para o campo da competição com o nosso
próximo, nós, como regenerados, devemos sempre nos autoquestionar: “será que a
competição é o melhor caminho? Outros precisam perder para que possamos ganhar?
Ou existem situações em que todos ganham?”[1].
Para entendermos um pouco melhor essa situação, recorramos ao verso 21: “não podem os olhos dizer à mão: não
precisamos de ti; nem ainda a cabeça aos pés: não preciso de vós.” (I Co.12:21).
Se agirmos juntos, todos sairemos ganhando, pois o corpo só funciona bem com a
ajuda de todos os membros. Precisamos do auxílio das pessoas que nos rodeiam
porque não possuímos todas as qualificações necessárias para todas as
situações, sendo, portanto, necessário entendermos que, em algum momento,
necessitaremos do outro: “[...] não haja divisão no corpo [...]”.
Em segundo lugar, sejamos
cooperadores: “[...] cooperem os
membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros” (I Co.12:25b). Falando
sobre esse assunto, Agostinho disse: “Deus não será maior se você o
reverenciar, mas você será maior se o servir”[2].
É preciso que tenhamos o entendimento de que “[...] Deus opera tudo em todos” (I Co.12:6). Seremos mais felizes e
unidos à medida que nos tornarmos mais úteis uns para com os outros, pois
apenas Deus não necessita de algo para existir, pois “Deus É”. Em contrapartida, o
homem nada é. Jamais venhamos desprezar um membro desse corpo, visto que
“Os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários e os que
parecem menos digno no corpo, a estes damos muito mais honra (I Co.12:22,23a). “Portanto, quer comais quer bebais, ou
façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.” (I Co.10:31). O Pr. Jorge Noda observa que “A
cooperação deve ser característica inconfundível da igreja do Senhor Jesus. Não
faz sentido falar em melhores ou piores, maiores ou menores na casa de Deus.
Somos o que somos pela graça de Deus, de quem vem nossa suficiência[3].
Assim, “[...] cooperem os membros, com
igual cuidado, em favor uns dos outros” (I Co.12:25b).
terça-feira, 3 de março de 2015
Uma breve avaliação da
música "Raridade" de Anderson Freire
Por
Renato Vargens
Disponível
em: renatovargens.blogspot.com.br
Outro
dia alguém me perguntou o que achava da música "raridade" composta
por Anderson Freire.
Confesso que até então nunca tinha ouvido nada a respeito dele muito menos de suas obras.
Isto posto, não recomendo a Igreja de Cristo a entoação desta canção em seus ajuntamentos.
Pois
bem, diante do fato, visando conhecer o conteúdo teológico da dita canção, pedi
ao meu inquiridor que me enviasse a letra para que à luz das Escrituras
avaliasse seu conteúdo.
Antes
de tratar da letra em si, vale a pena ressaltar que não estou avaliando o
compositor, nem tampouco sua motivação em compor essa canção. Minha avaliacão é
exclusivamente teológica e nada alem disso, portanto, evite comentários do
tipo, "Não julgueis", "você não conhece o coração dele" e
outros mais, combinado?
A
letra em si (veja aqui) não possui heresias hediondas que afrontem ao Senhor,
todavia, ela é "perigosa" porque possui pelo menos quatro
equivocos teológicos que podem levar a igreja de Cristo a uma visão distorcida
do Senhor, senão vejamos:
1-)
A letra da música é absolutamente antropocêntrica. Nota-se claramente que o
foco da canção não é a glória de Deus e sim o homem.
2-)
A letra da música faz de Deus um ator coadjuvante onde no cenário da vida quem
brilha é o homem. Repare que o Senhor não passa de um facilitador visando com
isso a satisfação do fiel.
3-)
A letra da música faz do Senhor um promotor de "autoajuda" oferecendo
ao que canta a certeza de que Deus ao contrário do homem reconhece o
valor do fiel.
4-)
A letra concede ao homem uma "glória" que ele não tem e nem
possui, como também um valor que não existe, mesmo porque, a natureza humana é
má, perversa bem como desprovida de valores capazes de satisfazer a Deus.
Pense
nisso!
Renato
Vargens
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
FAMÍLIA REUNIDA
Estamos felizes pelo privilégio de mais uma vez estarmos juntos.
no dia 11 de janeiro por vontade divina nasceu Isabel Soares na cidade de Mossoró-RN. Com 3k e 800g e medindo 52 cm.
Eis os nossos dois bebês juntinhos. Joziran com 14 anos e nossa pequenina Recém Nascida
Felicidade é ter uma família que serve a Deus.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
A CONTÍNUA ALEGRIA DOS SALVOS.
Efésios 1:2, 3
Dos versos 3-14 temos um dos mais
belos hinos de louvor a Deus encontrado na Sagrada Escritura. Neste cântico,
Paulo apresenta características essenciais de Deus, e nos apresenta benefícios
derramados sobre nós pela Santíssima trindade. O interessante é observar que
cada característica divina apontada pelo apóstolo, diz respeito a uma bênção
que recebemos do divino. Assim, a
conclusão a que chegamos é que os salvos têm motivos de sobra para viverem em
contínua alegria.
I- SERVIR A UM DEUS GRACIOSO (v.2)
v.2 “Graça
a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo”
A saudação de Paulo expressa seu desejo de ver seus ouvintes
ricamente abençoados. Por esta razão ele diz: v.2“Graça a vós outros [...] da
parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo”
A graça diz respeito à
“amorosa e gratuita bondade de Deus” [1]
em salvar aos que se haviam perdido. Por sua misericórdia, Deus resolveu conhecer-nos,
quando por natureza vivíamos em total distanciamento de Dele.
A graciosa ação de
Deus em demonstrar seu amor por nós, é a causa total e absoluta de nossa
salvação.
Ef.2:5 “e
estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, -
pela graça sois salvos”
Paulo desejava que
esta dádiva de Deus repousasse sobre a vida de cada um de seus ouvintes. Que
cada eleito em todos os lugares onde esta carta fosse lida pudessem compreender
quão gracioso é o nosso Deus. Os adoradores de Diana talvez possuíssem mais
propriedades materiais, talvez estivessem vivendo em situação mais confortável
naquele momento, talvez até fossem elogiados pelo etilo de vida que viviam
(pois adorar Diana estava na moda), mas nenhum
dos adoradores de Diana possuía o privilégio daqueles crentes da Ásia. GRAÇA
PARA SERREM SALVOS, pois salvação só há em Cristo Jesus nosso Senhor.
Paulo deseja para os irmãos o melhor presente que alguém
pode receber; Graça do Deus gracioso.
v.2 “Graça
a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do
Senhor Jesus Cristo”
A paz a qual o apóstolo se refere
diz respeito ao refrigério que há na alma de cada salvo por entender que seu
destino é o Céu. O melhor, é que esta paz independe de circunstâncias externas.
O apóstolo dos gentios escreveu essa carta de sua primeira prisão em Roma. E
antes de chegar a Roma preso, já havia enfrentado diversas situações
tenebrosas. Permita-me fazer uma citação de Hernandes Dias Lopes quanto a
situação de Paulo:
“Ele tinha
sido perseguido em Damasco, rejeitado em Jerusalém e esquecido em Tarso. Ele já tinha sido apedrejado em Listra, açoitado em. Filipos, escorraçado de Tessalônica, enxotado de Bereia, chamado de tagarela em Atenas e de impostor em Corinto. Enfrentou feras em Éfeso, foi preso em Jerusalém e acusado em Cesárea. Enfrentou um naufrágio avassalador ao
dirigir-se a Roma e foi picado por uma
cobra em Malta. Já tinha sido fustigado
três vezes com varas pelos romanos e recebido
195 açoites dos judeus (2 Co 11.24,25).”[2]
Mas, escrevendo aos Filipenses procura motivá-los a alegria
e então afirma:
Fp.4:4 “Alegrai-vos no Senhor; outra vez digo:
Alegrai-vos”
Isto significa que
tomando este gigante de Deus como exemplo pra nossa vida cristã, não devemos
desfalecer em nossa fé por conta dos desafios. v.2 “Graça e paz, da parte de
Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo seja sobre nós”. Este deve
ser o maior estímulo para que sejamos proclamadores da verdade de Deus neste
mundo inundado pela mentira. Que os deuses se dobrem diante de Deus e que a
igreja seja plenamente cheia da graça e da paz de Deus e do nosso Senhor Jesus
Cristo.
III- SERVIR A UM DEUS BENDITO (v.3)
“Bendito o Deus e Pai de
nosso Senhor Jesus Cristo, [...]”
É observado por Francis Foulkes que a palavra que designa
Deus como “bendito” (greg. eulogetos)[3]
“eu” significa “bem” e “logetos” significa “falar”[4].
No N.T. esta palavra é usada somente com referência a Deus. “é como se Paulo
estivesse dizendo: Elogiamos a Deus, falamos palavras boas sobre Deus”[5].
Ao observamos o texto percebemos que o apóstolo se dirige assim ao Senhor (como
o Deus bendito), pelo fato de entender que Deus é a fonte de todo bem que recai
sobre o mundo.
a.
CRISTO É A EXPRESSÃO MÁXIMA DE DEUS
No v.2 Paulo já defendeu a divindade de Cristo quando o
pôs em igualdade a Deus “Graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso
Pai, e do Senhor Jesus Cristo”. Escrevendo aos colossenses,
Paulo afirma que o reino que aguardamos tem um rei e este é Cristo: “Ele
nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do
seu amor” (Cl.1:13). Nos v.15-17 deste mesmo capítulo da carta aos
colossenses a expressão é:
“Este é a imagem do Deus
invisível o primogênito de toda criação; pois, Nele foram criadas todas as
coisas, nos Céus e sobre a terra [...] tudo foi criado por meio dele e para
ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste”
Esta é a verdade que
Paulo deseja nos apresentar quando afirma que Jesus é o nosso Senhor
b.
NOSSO DEUS BENDITO NOS ABENÇOA COM TODA SORTE DE
BÊNÇÃO ESPIRITUAL. (v.3)
“(Deus)
[...] nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões
celestiais em Cristo,”
Dois pontos importantíssimos devem ser observados com
respeito a esta afirmação.
1º) NATUREZA DAS BÊNÇÃOS PROMOVIDAS POR DEUS.
v.3
“[...] toda sorte de bênção espiritual [...]”
Observe que cada bênção espiritual que Deus nos
concede vem acompanhada com Cristo. Hendriksem nota que neste verso há “uma
bela palavra de fé possessiva nosso [...]”.
Perceba que o alvo não é apresentar algo que supra unicamente a necessidade
material do homem e sim a necessidade espiritual. A ideia é que o Deus bendito enche nosso coração de regozijo
espiritual e este regozijo se espalha, transborda, derrama-se sobre nossa vida
material de forma tal, que somos capazes de enfrentar qualquer situação juntos,
como igreja, cientes de que nossa maior recompensa é a mansão celestial.
Estas bênçãos acontecem “[...] nas regiões celestiais”. Estas regiões são os lugares onde
os crentes se encontram. “É o Céu que existe no cristão e em torno dele no
presente” (Lopes, 2009 p.17). Isto é na realidade a paz que vem de Deus e que
Paulo deseja para cada crente (conf. v.2).
Ser continuamente
feliz implica em servir ao Deus bendito ciente de que toda bênção que recebemos
é provinda de Dele que derrama sobre nós bênçãos espirituais através de Cristo.
NÃO PERCA SEU ALVO DE VISTA
Gl.
1:10
O que
você espera do ano vindouro? Já traçou suas metas? Já estabeleceu seus
propósitos? Como você deseja encarar os desafios de mais um ano? Talvez estas
perguntas sejam irrelevantes para alguns, até porque para muitos a ideia é
encarar a realidade de conformidade com o que ela se apresenta e para isto não
há como se preparar. No entanto, para outros a pergunta é viável e até nos
amedronta. Bom, seja qual for a sua posição o fato é que não alcançamos todos
os nossos objetivos neste ano que se finda. e posso afirmar que muitos de nós
não os alcançarão cabalmente em 2015, e exatamente por esta razão, desejei
trazer esta palavra da parte de Deus para o seu coração.
O que
conduz alguém a alcançar seu objetivo? O que fazer para não perder a motivação
que é gerada em nosso coração quando traçamos nossos alvos? Em que devemos
estar firmados a fim de não desfalecermos?
Em
primeiro lugar no PRINCÍPIO DA
GRATIDÃO.
Gl. 1:10 “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus?
[...]”
Isto não significa rebeldia ou rebelião, Paulo não está com estas
palavras procurando afrontar alguém. Não está demonstrando revolta ou qualquer
coisa do gênero. O que o apóstolo está
disposto a mostrar é a sua convicção vocacional. Diversas pessoas naquela
igreja estavam desprezando a mensagem que Paulo lhes havia anunciado (salvação
unicamente pela graça) e estavam buscando viver de modo diferente daquilo que
lhes fora ensinado.
1:6
“admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça
de Cristo para outro evangelho”
Ao que parece, ele estava
contando com um pequeno grupo, o trabalho era difícil, e era necessário
realizar muito. O que fazer então? Como atrair estes irmãos de volta? A quem
agradar neste momento?
Ef. 1:10 “ [...] se agradasse a homens, não seria servo de Cristo.”
Talvez não estejamos
vivendo o mesmo problema que Paulo. Aqueles irmãos estavam sendo
levados pelo ensino dos falsos mestres a acrescentarem algo ao sacrifício de
Cristo para torná-lo suficiente (a isto Paulo chama de “outro evangelho 1:6”).
Talvez
tenhamos que enfrentar outro tipo de problema neste ano, a frente do
departamento que o Senhor nos colocou. Talvez, enfrentemos problema em nossa
vida pessoal ou espiritual. Quem sabe, tenhamos que caminhar sozinhos em alguns
momentos. Não sei, sinceramente não sei o que lhe incomoda ou lhe incomodará,
mas quero lhe motivar a não abandonar seu propósito diante de coisa alguma. Não
permita que as dificuldades venham turvar a sua visão e lhe impedir de
continuar caminhando motivado pelo desejo de viver uma vida intensa com Deus.
Em segundo lugar, estabeleça em sua vida O PRINCÍPIO DA DEPENDÊNCIA.
Gl.1:13-17. O que me chama a atenção, é que Paulo ao ter sido chamado pelo
Senhor não passou a gozar de prestígio entre os irmãos imediatamente. Quando
lemos a história deste valente homem de Deus percebemos que ele teve que
enfrentar grandes desafios em sua vida ministerial a fim de cumprir o propósito
de Deus. No entanto, nenhum destes desafios o impediu de seguir sua jornada,
haja vista ser ele totalmente dependente de Deus. Observe que nos versos
(13,14) ele apresenta seu procedimento no passado como uma ponte para expor a
mensagem da graça. v.14 “E, na minha nação,
quanto ao judaísmo, avantajava-me a muitos da minha idade, [...]”
Em meu ver o que fica claro
é que a convicção ministerial do apóstolo o leva a total dependência de
Deus. 21-23.
At.26:19,20 “19 Pelo
que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial, 20 antes anunciei
primeiramente aos que estão em Damasco, e depois em Jerusalém, e por toda a
terra da Judéia e também aos gentios, que se arrependessem e se convertessem a
Deus, praticando obras dignas de arrependimento.”
Paulo em momento algum
desejou desenvolver sentimentos de autodefesa, de frustração ou de qualquer
outra coisa que o desviasse do alvo que Deus traçara para sua vida. O que
percebo é que ele sempre procurou fazer das dificuldades algo benéfico para a
seu ministério e pra sua vida. Estando em situação difícil ele foi capaz de
orientar Timóteo dizendo “Combati o bom combate, completei a carreira e guardei
a fé” (II Tm.4:7) A dependência de
Deus lhe concedia absoluta firmeza quanto a sua vocação. Por esta razão havia
em sua vida uma intensa Disposição; uma tendência predominante; uma atitude
característica de seu ser em servir a Deus com muito prazer.
Meu desejo é que sejamos motivados a traçar metas
para sem nos importarmos com os desafios porque nosso sucesso depende de Deus.
Desejo que a graça do Senhor nos fortaleça, a fim de que com muita firmeza
possamos alcançar os alvos que Ele colocou diante de nós.
Por fim desejo sinceramente que jamais venhamos
perder nossa firmeza doutrinária e muito menos nossa convicção de vocacionados
para a mais sublime de todas as tarefas:
“agradar a
Deus e não a homens”
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
VEM PRA URNA
Este é o slogan
usado para atrair o eleitor à urna, mas o que deve nos atrair a cumprir nossa
responsabilidade social? Nesta pequena reflexão desejo apontar alguns caminhos
que evitarão alguns equívocos cometidos com frequência na reflexão política.
O primeiro deles é
não ignorar que o terreno do debate político é minado por mentiras, confusões,
promessas que não podem ser cumpridas e ambiguidades. Isto ocorre na maioria
das vezes de forma proposital por que ao candidato importa apenas o eleger-se. Por
esta razão não pesam as consequencias de por em risco o seu próprio caráter.
Assim, é importante que o cristão aprenda a andar neste campo minado, a lidar
e evitar as armadilhas que ali existem. Lembremo-nos o que Jesus nos
ensinou “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa
disto é de procedência maligna.” (Mt.5:37). O segundo caminho a ser observado
com muito cuidado antes de ir à urna, deve ser o posicionamento em um dos lados
da disputa política. Entendo que o partidarismo que visa defender um dos
espectros[1]
político atual é perigoso. Cada partido procura reger-se por sua própria
ideologia e uma vez no poder procura aplicar esta ideologia em todo o país. No Brasil,
os espectros comumente conhecidos são: Esquerda e Direita. “Tais termos
ganharam este significado após o começo da Guerra Fria. No Brasil,
convencionou-se tratar como “direita” o regime militar, que tomou o poder no
Brasil entre 1964-1985, e como “esquerda” os grupos que se opuseram às forças
armadas e almejavam um regime socialista.”
Mas devo afirmar que
tais espectros são classificados não por suas propostas de fato, mas de acordo
com a posição que são postos ao lado dos demais (nazismo, comunismo, liberais,
fundamentalistas, etc.). Por exemplo: a posição política denominada como
direita, neste momento continua sendo direita? Como podemos classificá-la?
Uma ilustração simples das
incongruências a que isso leva pode ser obtida se considerarmos o caso do
anarquismo clássico. Sem dúvida é uma posição de esquerda; mas onde devemos
colocá-lo, exatamente? Situá-lo à direita da social-democracia dará a impressão
de que se trata de uma posição menos radical que esta; se colocado entre a
social-democracia e o comunismo, parecerá que é uma posição intermediária entre
ambos; e, se for posto à esquerda do comunismo, alguns pensarão que este é
apenas um anarquismo mais moderado. Todas essas alternativas são falsas, pois o
anarquismo tem peculiaridades que não foram levadas em conta pela classificação
convencional.[2]
Assim cabe-nos
a responsabilidade de avaliar cada espectro antes de nos posicionarmos
observando não apenas aquilo que cada um expõe, mas também o que todos ocultam.
Como cristãos esta avaliação não pode ser feita sem que sejamos iluminados pela
Santa e Sagrada Escritura, pois se procedermos sem esta luz, correremos o risco
de tornarmo-nos apostatas simplistas que defendem apenas a popularidade de um
espectro político que depende unicamente de si sem importar-se com os preceitos
de Deus.
Ainda abordando a
questão do espectro de direita, nota-se que sua ideologia está posta no ideal
da liberdade econômica individual que incita o capitalismo. Aqui o ideal é ter,
é possuir sem se importar com o que o outro pode conquistar. Observando o
cenário político com estes óculos é possível afirmar que o capitalismo só
produz males e que devemos abraçar sem nenhum pesar o socialismo defendido pela
Esquerda. Observemos então esta posição.
Sem que seja avaliada
corretamente esta posição se constitui no terceiro caminho que geralmente
produz equívoco em nossa reflexão política. Isto se dá pelo fato deste espectro
político defender como primazia a luta de classes, ou como comumente é
conhecida a igualdade social. Mas, “a esquerda nunca conseguiu definir de modo
claro, sem contradições nem reducionismos, a relação entre os valores de classe
e os valores humanos universais.[3]”
até porque no século passado grande conflito interno entre os esquerdistas foi
a acusação dos ortodoxos de que a luta pela igualdade de classes foi esquecida
pelos revisionistas. Franklin Ferreira observa que:
os ditadores mais cruéis da história
do século XX foram esquerdistas: Lênin e Stalin (União das Repúblicas
Socialistas Soviéticas), Adolf Hitler (Alemanha) e Walter Ulbricht (Alemanha
Oriental), Nicolae Ceauşescu (Romênia), Pol-Pot (Cambodja), Mao Tsé-Tung
(China) e Hồ Chí Minh (Vietnã). Cuba, Coreia do Norte e Venezuela são hoje
estados-modelos de esquerdismo.[4]
Diante do exposto o que nos interessa em tudo
isto é termos condição de avaliar o que diverge do proposto pelo Senhor nosso
Deus, é termos condição de observar e rejeitar os programas e opções que
aparecem como proposta de uma nova era, mas que roubam os valores familiares,
minam a concepção moral da sociedade e distanciam os homens de Deus. Vamos a
urna sim, mas o façamos de forma consciente e não motivados por espectro
qualquer ou modismos absurdos.
Pr. Joziran Vieira
[1]
Espectro político é o conjunto de posições políticas representadas em um país
ou localidade
[2]Armadilhas do vocabulário político Por André Venâncio.
Fonte: http://www.teologiabrasileira.com.br/teologiadetpre.asp?codigo=397
acesso em 08/08/2014
[3]
ibid
[4] Franklin Ferreira em: Espectro
político, mentes cativas e idolatria:
fonte: http://www.teologiabrasileira.com.br/teologiadet.asp?codigo=381
acesso em 21/08/2014
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
COMEMORAÇÃO DO 47º ANIVERSÁRIO DA AIECB NA 5ª DISTRITAL
Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de
Deus para a salvação de todo aquele que crê [...]
Tal como Paulo a quinta distrital da Aliança das Igrejas
Evangélicas Congregacionais do Brasil, em comemoração ao 47º ano de existência de
nossa denominação afirmou em praça pública neste dia 09/08/2014 que não se
envergonha de anunciar este evangelho que é “poder de Deus para a
salvação de todo aquele que crê”. E que tem sido anunciado por esta
denominação ao longo de sua existência. Glorificamos a Deus pela vida da IEC de
Apodi na pessoa de Seu Pastor (Cícero) que de forma carinhosa acolheu a cada
pastor com sua igreja que ali esteve presente na realização deste evento.
Louvamos a Deus pela vida do Pr. Marcos Barbosa (presidente da 1ª região
administrativa da AIECB) por sua presença e apoio. Agradecemos aos pastores e
Igrejas que empreenderam esforços para estarem conosco e abrilhantarem aquele
evento.
![]() |
| Pr. Joziran Vieira |
Pastores que estiveram presente em nosso evento da esquerda para a direita
(Pr. Marcone Borba, Pr. Carlos Fernandes, Pb. Emerson, Pr. Edmilson, Pr. Marcos Barbosa, Pr. Joziran Vieira, Pr. Cícero, Pr. Willian Onias)
![]() |
| Pr. marcos Barbosa presidente da 1ª Região administrativa da AIECB |
quarta-feira, 30 de julho de 2014
ODONTOLOGIA NA GRAVIDEZ
A ODONTOLOGIA NA GRAVIDEZ
Durante a gravidez a mulher deve tomar alguns
cuidados, entre eles deve-se ter uma atenção especial à saúde bucal. Existem
alguns mitos sobre tratamentos odontológicos durante a gestação e somente um
dentista pode esclarecer essas dúvidas. O Dr. Marco Gapski, da Gapski
Odontologia explicou algumas delas.
Durante a gravidez ocorre um aumento na incidência
de cáries na gestante, mas ao contrário do que se pode pensar, isso é causado
pela alteração da dieta e a limpeza inadequada dos dentes, e não pela gravidez
propriamente dita. Outro mito é a respeito do cálcio, a mulher não perde cálcio
dos dentes para formar as estruturas mineralizadas do bebê. O cálcio é extraído
somente da alimentação materna. Já o flúor só se torna importante para o bebê
depois da erupção dos dentes, em torno dos seis meses de idade. Ou seja, a
afirmação de que se a mamãe usar flúor durante a gestação o bebê terá menos
carie, é falsa.
Entretanto, deve-se ter atenção aos
procedimentos odontológicos realizados nesse período. Segundo o Dr. Marco
Gapski é possível sim a paciente se submeter a uma anestesia local, desde que
com algumas considerações. “É seguro, porém existem alguns fatores que devemos
levar em conta. Um deles é o fato de a gestante poder apresentar uma elevação
na pressão arterial, e isso deve ser avaliado previamente junto com sua
ginecologista quanto ao tipo de anestésico utilizar (sem adrenalina)”, explica
ele.
O dentista explica também que o período mais
seguro para a paciente submeter-se a um tratamento odontológico é no segundo
trimestre da gestação, pois é quando a gestante se encontra com mais
estabilidade. Já o uso de antibióticos durante a gravidez é totalmente
condenado, principalmente nos três primeiros meses, período onde se formam os
órgãos do bebê. Em caso de real necessidade de medicação, o médico, juntamente
com o dentista irá avaliar a melhor alternativa para ela.
E a principal dúvida: grávida pode extrair
dentes? “No caso das extrações de dentes, se o for um caso de urgência é
permitido, porém é mais aconselhável esperar o primeiro trimestre de gestação.
E nos casos de precisar se submeter a radiografias deve-se ficar muito atento
ao uso dos protetores de chumbo adequados”, finaliza ele.
O perigo, segundo o ginecologista
Luiz Ferraz de Sampaio Neto, da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de
Sorocaba, não está na anestesia, mas em uma substância que é usada pelos
cirurgiões-dentistas junto com a anestesia somente nos casos em que é necessário
reduzir o sangramento para facilitar o procedimento. “Essa substância é
vasoconstritora e pode elevar a pressão arterial. Paciente com os níveis de
pressão já comprometidos não devem se expor a este tipo de produto”, explica.
O ginecologista destaca ainda que
o ideal é que haja a possibilidade da paciente se posicionar lateralmente
durante qualquer procedimento, o que pode reduzir o desconforto.
http://delas.ig.com.br/
Serviço:
Gapski
Odontologia
Rua
Izabel A Redentora, 1018 – Centro de São José dos Pinhais
Telefone:
(41) 3382 1314
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